Estamos no mês de setembro, 2012 tá logo aí, junto com o fim do mundo! E neste mês, tivemos uma grande enxurrada de lançamentos musicais, destacando 4 discaços que figurarão fácil em qualquer lista de melhores do ano em dezembro… Vamos então fazer uma pequena resenha de cada um deles…
ANTHRAX – WORSHIP MUSIC
Depois de 8 anos sem nada inédito, os reis do mosh estão de volta, com a formação clássica (ou quase isso, visto que Dan Spitz não está), num disco que quase não viu a luz do dia… Explico: ele foi originalmente gravado por Dan Nelson, vocalista chamado pra substituir Joey Belladonna após a turnê de reunião da banda, em 2005. Mas o cara foi chutado por situações ainda não explicadas até hoje, John Bush (que cantou na banda de 1992 a 2005) foi chamado pra cantar em alguns shows, pra finalmente Belladonna retornar ao posto que era dele de 1985 a 1991. Por essas e por outras, que dos quatro discos resenhados aqui, Worship Music é o que ainda estou digerindo, apesar de ter sido o primeiro que saiu. O album teve que ser todo regravado com os vocais de Belladonna, e periga da gente nunca ver a versão com os vocais de Nelson… O album começa excelente, com a rifferama de “Earth On Hell”, o primeiro single “The Devil You Know” e a já clássica “Fight ‘Em Till You Can’t”, já conhecida desde os tempos conturbados de Dan Nelson no grupo. Até aí você pensa: “Carai, o Anthrax voltou!”, mas não é bem assim. O instrumental está excelente (Charlie Benante e Scott Ian mandando ver na batera e guitarras, respectivamente), e a voz de Belladonna está ok, mas… como se trata de um disco que não foi feito pra sua linha vocal, passei toda a audição imaginando a voz do Dan Nelson (que se assemelha a voz de Phil Anselmo, do Down, ex-Pantera) ou até mesmo de John Bush. O restante do album, já ouvi umas 10 vezes (ou mais) e nenhuma música fora estas três citadas, ficaram na cabeça. Espero mudar esse (pre) conceito em breve, ao menos é melhor que o último com Bush, “We’ve Come For You All” (que muitos fãs adoram, mas eu não vejo nada demais), mas o que importa é que a banda está de volta, detonando tudo!
MACHINE HEAD – UNTO THE LOCUST
Taí um disco que esperava que fosse bom, mas não esperava que fosse tão… tão… FODA! O Machine Head sempre foi pra mim uma banda “ok”, o disco de estreia é legal, o segundo manteve a pegada, e depois se meteram a fazer uns “pula-pula” new metal, e em seu último disco de estúdio, chamado “The Blackening”, voltaram com aquele metal thrashão, bem grooveado do início da carreira, aclamado como melhor do ano por diversos veículos da imprensa, merecidamente. Talvez por isso, não esperasse muito desse Unto the Locust, afinal, é quase uma regra universal uma banda cometer seu melhor disco e ficar aquém no próximo. Mas que surpresa! O Machine Head veio pra provar que seu melhor ainda está por vir, e que isso é só o começo, só pode! São apenas 7 músicas, mas eu não parei um segundo de balançar a cabeça e tocar “air guitar’ em casa, pois o disco é, do início ao fim, estupendo! Se a banda levar mais uma vez o título de melhor do ano, o prêmio está em boas mãos, sim senhor! Robb Flynn e cia estão cada vez mais pertos de figurar entre os grandes nomes do metal de todos os tempos, isso se já não chegaram!
MASTODON – THE HUNTER
Este foi o disco mais esperado do ano, por mim. Há tempos, o Mastodon é minha preferida dentre as bandas surgidas na última década, e seus discos são de uma evolução impressionante, a cada album eles se superam e em The Hunter não foi diferente! O que eles fizeram? Pegaram elementos de todos seus albuns anteriores, misturaram num liquidificador e saíram com mais uma obra-prima! Há músicas ultra-pesadas, como no início da carreira (Spectrelight) e outras mais viajantes, no estilo do último album “Crack The Skye” (The Creature Lives), todas muito bem distribuídas em 13 faixas que reafirmam o Mastodon como principal nome da nova safra do metal americano! E ainda temos a música que deve ser o reconhecimento comercial da banda, como foi “Enter Sandman” pro Metallica: a stoner, quase Queens of The Stone Age, “Curl of The Burl”! Confesso que fui às lágrimas quando a ouvi pela primeira vez (dá pra contar nos dedos de uma mão quantas músicas me fizeram chorar na vida), é aquela música que você escuta e fica com o sorriso mais aberto que o Coringa! Excelente disco, mais uma vez, provando que isso é o mínimo que podemos esperar dessa banda!
CHICKENFOOT – III
2º disco (se é o segundo, alguém me explica o “III” nos comentários?) do supergrupo formado pelos ex-Van Halen Sammy Hagar e Michael Anthony, com o guitar hero Joe Satriani e o batera Chad Smith (Red Hot Chili Peppers). Gostei muito do album de estreia dos caras, um hard rock muito bem tocado (porra, olha quem toca, né?) e esse III não deixa a peteca cair… ok, por causa do estilo e dos vocais do Hagar, muitos podem chamar de Van Halen “genérico”, mas isso não é um desmerecimento! A faixa de abertura, “Last Temptation” tem até uma pegada diferente do VH, assim como a faixa escondida (sem nome) no final do disco, mas de resto é aquele hard rock arroz com feijão, empolgante e dançante pra caramba! É um disco que você pode até colocar pra tocar no churrasco dos amigos, mesmo que eles curtam só forró e axé…
Tourinho acha que Setembro é o melhor mês em todos os anos, pois foi o mês que nasceu.











