Em 1963, Maurício de Sousa criou o personagem Astronauta para tiras de jornais paulistas. Bem antes do homem pisar na Lua (que foi em 1969), Maurício já fazia o herói com roupa em formato de ovo singrar pela galáxia em diversas aventuras.
Corta pra 2012, e temos o lançamento da primeira Graphic novel pelo selo MSP, chamado Magnetar, e protagonizada pelo personagem. Sob o comando do editor Sidney Gusman, escrita e desenhada pelo excelente Danilo Beiruth (Bando de Dois) e colorizada pela bela Cris Peter, a trama de pouco mais de 70 páginas é envolvente, carregada de melancolia e solidão tão características do personagem. Não me oponho em dizer que este é o lançamento nacional do ano, nas HQs.
Nela, vemos o Astronauta deparando-se com o Magnetar, fenômenos que vem a ser uma estrela de nêutrons com alto valor de campo magnético, e que possui campo magnético estimado em 1 bilhão de teslas com alta emissão de raios X e raios gama. Como disse acima, o tema solidão é bem desenvolvido, com espaços para alguns flashbacks do Astronauta, quando era apenas um menino sonhador na fazenda do avô. Não quero falar muito mais, pois estragaria a história.
Além do que, este leançamento prova que é possível fazer quadrinhos de alta qualidade, com gente brazuca, aqui no país. Que esta seja a primeira de muitas do selo Graphic MSP.
Nota: 10
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Tourinho achava que o Astronauta e Franjinha fossem a mesma pessoa.