Imagina poder viver as memórias chave de outra pessoa? Aquelas que construíram a personalidade dela? E ainda por cima com ela mesma narrando e te explicando o que tá acontecendo? Se você se interessou em acompanhar uma história assim, tenho uma boa notícia pra te dar: uma das premissas legais de Sangue Quente é justamente essa.
O livro, do autor americano Isaac Marion, mostra um mundo sofrendo com o holocausto zumbi do ponto de vista de um deles, e isso é outra das boas coisas apresentadas: não só é possível conhecer o protagonista como o que podemos chamar de organização social dos Mortos, até com aspectos religiosos e escolas. Falando no protagonista, ele é um zumbi que possui algumas memórias, entre elas a de que seu nome começava com a letra R (e é assim que ele será chamado ao longo de todo o livro). R é um zumbi tão diferenciado que consegue até articular pequenas frases, coisa de três, quatro palavras.
Você deve estar se perguntando por que eu reforcei antes que as premissas eram boas. É porque a maior parte do livro é calcado numa premissa ruim. Inclusive a recomendação de Stephenie Meyer (a autora da saga Crepúsculo) logo na capa devia ter me dado dicas de não ler esse livro. Pois bem, num de seus surtos de fome, R ataca um rapaz e come um pedaço do seu cérebro. Entretanto, ao olhar para a jovem protegida da vítima, R começa um processo de humanização tamanho a ponto de… se apaixonar pela garota, Julie. E a idolatrá-la tanto quanto a Bella faz com Edward Cullen, o terrível vampiro brilhante, terror de amantes de boa literatura.
E pra completar, em 2013 foi lançada a adaptação cinematográfica (que no Brasil ficou conhecida como “Meu Namorado É Um Zumbi), que pelo tr;ailer descobri que parece ser bem fiel ao livro. Então deixo o trailer pra dar uma noção maior a vocês da ambientação:
(nossa, o R come o cérebro do Dave Franco, não me espanta ficar tão besta)