As dificuldades de ser pai… Nos games.

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A experiência de ser pai é única e transformadora: Mesmo não passando por uma mudança tão drástica (pelo o menos biológicamente) como a mãe, somos inundados com expectativas, temores e planos. Ao menos isso no caso dos pais que estão presentes na vida de seus filhos, e não cabe a mim julgar como e qual o melhor modo de auxíliar no crescimento de um filho, ao menos não os dos outros pais. Bem, até ai nenhuma novidade.

E na ficção a figura paterna é bem recorrente, seja com um começo dramático com o pai do herói morrendo de maneira trágica, com um tutor que guia o protagonista em sua jornada ou aquele papai de punho firme que lidera com tirania, fazendo com que o conflito com seu filho seja inevitável no final das contas.

Os jogos não são uma excessão e vou falar sobre alguns de meus tutores favoritos.

A primeira imagem de pai que me vem a cabeça é de Harry Mason, de Silent Hill que desbrava todo aquele inferno em busca de sua filha, perdida em uma cidade onde todos os medos se personalizam e são hostis a qualquer existência fora de seu universo. Dado o ambiente de Silent Hill, eu me sinto o desespero alheio de Harry ao saber que minha filha poderia estar só em um lugar daqueles.


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E falando em situações de m@#$%, talvez o “papai” que mais me marcou, pelo desenvolvimento direto que se cria no decorrer do jogo é o de Lee Everet em The Walking Dead: Season 1. Mesmo não sendo pai biológico ou formalmente adotivo, a relação criada com a indefesa Clementine é muito forte. No decorrer do jogo, todas as escolhas e ações que você fizer como Lee, servirão de exemplo e serão base para o modo com que Clem lidará com certos fatos no futuro. Você “pegaria emprestado sem pedir” alguns alimentos no meio da estrada ou não mexeria porque aquilo pode ser de outra pessoa e pode fazer uma falta crucial?

Aqui vai um vídeo com spoilers, dos últimos momentos da primeira temporada e da reação de alguns jogadores:

Mesmo parecendo mesmo forçado, The Walking Dead está mais para uma HQ interativa do que um jogo. Então se não jogou ainda, mesmo que não seja muito fã de jogos, ele merece ser ao menos “assistido” com os gameplays aos montes por ai. Mas é muito mais legal tomar as suas próprias decisões e ver no que dá.

Já me extendi demais com esses dois e não dá para falar muito de cada um aqui, mas vai a menção honrosa para Dracula e seus conflitos com seu filho Alucard em Castlevania, Dr. Light e as questões éticas de Megaman, Barry Burton e suas reações a chantagens em Resident Evil, Mike Haggar resolvendo tudo na porrada em Final Fight, Ethan Mars e seus fantasmas em Heavy Rain.

E vocês, quais os seus “papais” favoritos dos games?

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  • Pedro Felipe

    Eu sou um homem barbado de 20 anos e eu chorei no final do The Walking Dead