Fala galera! Mais uma semana sem post musical meu, MAS dessa vez falarei sobre o melhor jogo que já devo ter jogado:
Castlevania: Symphony of the Night:: Jogo 2D que é melhor que todos os outros títulos da série, inclusive deixando pra trás o“Lords of Shadow”. Então vou tentar passar todas as minhas opiniões sobre o jogo que marcou minha infância.
”Die monster! You don’t belong in this world!”
Para pessoas que já jogaram, essa frase acima é no mínimo familiar. Logo ao se adentrar no jogo e começar a imersão, na pele de Ritcher Belmont (que na verdade é o final do Rondo of Blood, o antecessor) vem o diálogo com o temível Drácula, que ficou tão marcado na mente de quem vos escreve, na época com a idade mais ou menos de 10 anos:
“Richter: Die monster! You don’t belong in this world!
Dracula: It was not by my hand that I am once again given flesh. I was called here by humans who wish to pay me tribute.
Richter: Tribute!?! You steal men’s souls, and make them your slaves!
Dracula: Perhaps the same could be said of all religions.
Richter: Your words are as empty as your soul! Mankind ill-needs a savior such as you!
Dracula: What is a man? [Jogando a taça no chão] A miserable little pile of secrets! But enough talk… have at you!”
Logo após começa realmente o jogo, com um protagonista que não é um Belmont ( mesmo ele sendo desbloqueado depois) e sim o filho do maldito, Alucard (leia o nome ao contrário). Ao acordar de seu sono de 300 FUCKIN anos e depois de se unir com Trevor Belmont(constantemente mencionado durante a trama) no jogo Dracula’s Curse, terá que impedir Shaft, “feiticeiro macabro/sacerdote das trevas” morto por Ritcher no Rondo of Blood, que na forma de fantasma(não adianta em nada matar pelo visto) planeja ressuscitar o conde jogando um feitiço sobre Ritcher (que está desaparecido). Ao entrar no castelo Alucard logo se encontra com um velho amigo, a Morte, que simplesmente usurpa todos os seus itens. Nesse ponto você começa a realmente entrar na porrada com os monstros até encontrar uma outra espada. Com o desenvolver do jogo, Alucard descobre que Ritcher está diferente, com uma maldade inexplicável, e também encontra Maria Renard que te ajuda a entender o que se passa com Ritcher e também te ajuda a perceber a manipulação de Shaft. O problema em questão e um dos grandes marcos do jogo é a ideia de falso final, onde você simplesmente mata Ritcher, no mesmo local que ele matou Drácula, e pronto: Créditos sobem e você conclui mais ou menos 100% do jogo. Um sentimento de vazio ocorre, sem entender nada você(pelo menos eu fiz) retorna a jogar, após todo a trama você sem querer (ou pela ajuda de “universitários”) encontra os óculos especiais da Maria que permitem ver a “áurea” de Shaft na luta “final” e depois de destruí-la um novo castelo surge das nuvens e ele é INVERTIDO! Como explicar minha sensação ao ver isso… O CASTELO ERA DE CABEÇA PARA BAIXO!!! Agora o caminho é completamente invertido e Alucard continua sua jornada num cenário ainda mais bizarro (E FODA) com uma verdadeira ameaça, Drácula esta prestes a ser ressuscitado e você precisa detê-lo. Não irei contar toda história do jogo, pois isso será demasiadamente extenso, mas após zerar o jogo e com sorte ter conseguido a porcentagem máxima, mais ou menos 211% (por sinal eu nunca consegui), o jogo ainda te permite jogar com Ritcher ou usar o código da Axe Armor (o que não é um grande benefício).

Segundo castelo desce das nuvens.
- As inovações da sinfonia:
Sendo o décimo terceiro jogo da série Castlevania e o primeiro a ser lançado num Playstation, em 1997, ele muda o padrão da série, com um inovador sistema de level e uma jogabilidade mais aberta, dando um mapa bem explorável (mesmo sendo em 2D), com cenário rico em detalhes e gráficos bem bonitos, onde se pode voltar em salas já passadas dando uma amplitude nunca antes vista para um jogo 2D (imagine o Mario podendo explorar verdadeiramente seu cenário, e claro ele sendo um guerreiro ultra foda).
Outro ponto vem nos itens e habilidades disponíveis (e necessárias) no jogo como as transformações em névoa, morcego (como demorei a achar esse maldito) e lobo, que são indispensáveis para passar de certas partes. Os “familiar”, seres invocados que te ajudam durante o jogo, cada um com sua habilidade especial que permite acesso a diferentes locais do mapa (que é simplesmente enorme!), uma grande gama de Spells, durante o jogo já que você também é um vampiro. E uma variedade de armas, armaduras, capas e anéis, sendo alguns visíveis no personagem ao equipa-lo (hoje em dia isso é nada, mas na época causava até medo). E claro os monstros que eram fantásticos, chegando a ter chefões que viraram até tutorial no youtube de como encontra-lo ou mata-lo:

Succubus(que só é acessível caso consiga a transformação de morcego), dá pena de matar né?
O último quesito que merece um grande destaque é a trilha sonora, da compositora Michiru Yamane, que simplesmente sempre foi marcante na série. Nesse título continua a ser extremamente forte e indispensável para a qualidade do jogo. Sendo tocado até em orquestra.