iZombie – Gwen come cérebros

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A vida é um saco. Ai você morre e então…

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Gwen é uma jovem que gosta de arte e de passar boa parte de seu tempo com seus amigos, nada de anormal até ai. Exceto pelo fato de que Gwen precisa comer cérebros umas vez por mês e que seus melhores amigos são uma fantasma que morreu nos anos 50 e que não entende coisas como a internet e de um jovem rapaz que gosta de video games e HQ’s, mas que de tempos em tempos se transforma em uma terrivel criatura: O Terrieromen.

Para sobreviver e não se tornar um zumbi “clássico” e sair vagando apenas movida por instinto, Gwen se vê forçada a trabalhar como coveira em um cemitério para se alimentar dos cérebros dos recém falecidos. Se já não fosse bizarro o suficiente, a jovem zumbi assimila traços de personalidade dos mortos que devora, sendo constantemente atormentada pelas memórias e úlitmos desejos daqueles que um dia foram vivos. Afim de manter tais memórias vivas, Gwen procura registrá-las em suas telas e esboços.

As coisas se complicam mais ainda quando Gwen devora o cérebro de alguém que aparentemente foi brutalmente assassinado. Fazendo com que a mesma se veja pressionada a descobrir o que aconteceu com um amoroso pai de familia, aparentemente.

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Inspirado pelo post do nosso querido Danilo que você pode ver aqui, venho falar sobre uma HQ que estou acompanhando nos úlitmos meses: iZombie. Que apesar de não trazer nada especialmente novo para as HQ’s, é no geral uma obra bem gostosa de ler e que trata de modo divertido diversos elementos da cultura pop e do terror. iZombie me conquistou nas primeiras páginas, ao fazer referência a um de meus filmes favoritos e um dos melhores filmes de zumbi de todos os tempos:

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A explicação como as criaturas “fantásticas” existem no mundo de izombie também é bem legal: o modo com que a consciência ou instintos do que é ou foi um ser vivo se prende ao mundo, faz com que diversas manifestações ocorram, incluindo o bizarro Terrieromen. Claro que a explicação é um pouco mais complexa, mas faria a leitura da HQ de quem se interessar pela obra perder um pouco do sentido.

O enredo de Chris Roberson é um pouco lento no começo, mas faz com que a obra vá tomando fôlego em seu desenvolvimento, fazendo com que o segundo volume torne-se bem mais empolgante e divertido, fazendo da obra bem promissora. iZombie tem os traços fantásticos de Michael Alfred, fazendo com que cada quadro mereça ser analisado por tempo que o normal,  exceto em alguns momentos que a arte fica bem simplificada, mas pelo que entendi, em situações em que o contexto da HQ é mais simples, requerendo traços mais rústicos. Ou pode ser que não.

Apesar de eu citar a obra como iZombie o tempo todo aqui, no Brasil está sendo publicada como “Eu, Zumbi” pela Panini. É uma ótima opção para quem gosta de histórias de divertidas e com diversas referências a cultura pop. Como a mesma começou a ser publicada a alguns meses por aqui, possui poucos volumes lançados, facilitando ainda mais para quem quer começar a ler a obra.

Boa leitura, e não enlouqueça com as vozes na sua cabeça.

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  • Barbara Queiroz

    Nem a gente que nasceu nos anos noventa entende a internet ahuauahuaha Poxa, não sou fã de HQ mas essa parece legal, vou caçar ela por aí.