Resenha: Flashpoint, Justice League e a nova DC

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Pra quem curte quadrinhos, os dois últimos meses foram de muito debate e apreensão para quem acompanha a DC Comics, lar dos personagens Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Flash, entre outros. Foi anunciada um reboot de todo o universo, novas origens, personagens sendo apagados da cronologia (como Donna Troy e Wally West, o Flash III) e novos visuais para personagens clássicos. Muita gente reclamou, bateu o pé, fez beicinho (eu fui um deles), mas o fato é que foi um assunto amplamente debatido nos últimos meses, e agora podemos ter o primeiro vislumbre do que será esse reboot.

SE SEGURA, QUE LÁ VEM OS SPOILERS!

Antes de falar  da primeira edição desse reinício do Universo DC, é importante falar do final da saga Flashpoint, que foi uma espécie de preparação para o que estava por vir. Na história, Barry Allen (o Flash II) vai parar num futuro alternativo em que o maior herói dos EUA é o Ciborgue, Superman está confinado a metros abaixo da terra pelo governo americano, o Batman não é Bruce Wayne, e sim seu pai, Thomas Wayne (e “a” Coringa, é a mãe, Martha). Mulher Maravilha e Aquaman estão em pé de guerra pelo controle da Europa, e posteriormente, do mundo.

Gostei de Flashpoint. Li todas as edições, inclusive os tie-ins. Na última edição, sabemos que o culpado dessa zona toda era o Flash (Barry Allen), que fez essa burrada sem querer, querendo, ao tentar salvar a vida de sua mãe pelas mãos do Flash Reverso. Batman mata o Flash Reverso (depois morre e entrega um bilhetinho pro Barry), e Barry parte pra consertar a merda que fez. Uma mulher encapuzada aparece e diz que os universos agora precisam ser realinhados. Pronto, eis o novo DC. Temos um final legal, com Barry entregando pro Batman Bruce Wayne o bilhete de seu pai.

Agora, vamos à primeira edição do reboot, que foi a da Liga da Justiça, escrita pelo pica grossa da DC, Geoff Johns e desenhada pelo Jim Lee.

O que vimos nessa primeira edição ainda é muito pouco pra tirar conclçusões, mas eu tentei ler com a cabeça de alguém que não conhecia o universo desses personagens (que foi o motivo desse reinício) e digo que curti. Tudo bem, essa primeira edição é mais focada no Batman e no Lanterna Verde Hal Jordan (curiosamente, os dois únicos personagens que não tiveram sua cronologia anterior afetada – afinal, eram os que mais vendiam na editora) no início de suas carreiras, com uma história paralela contando o que deve ser a origem do Ciborgue. Importante lembrar que essa história se passa no passado, no início da formação da Liga. O Lanterna se espanta em ver que o Batman é real, mas os dois se unem para caçar uma entidade alienígena, ao mesmo tempo que fogem da polícia, que quer pegar o Batman. A essência dos personagens tá ali, Batman fodão e, por mais que me doa dizer isso, o Hal Jordan mais prepotente e babaca do que nunca (a cena do Batman tirando seu anel – piadas aqui –  é ótima), mas que o enriquece como personagem. Como tudo é novo, suas personalidades estão mais interessantemente cruas. Outra coisa que gostei foi o fato do Batman acreditar piamente que os heróis devem SIM ser temidos e acredita que o Superman é uma ameaça! Outra coisa legal de se ver foi a forma como Jim Lee desenhou os poderes do Lanterna Verde, com linhas desconexas, mostrando afinal que seu poder é uma luz de energia. A dupla então descobre  que o alien tá plantando bombas por toda a Gotham City e após se matar (gritando “Darkseid” – ou seja, já sabemos quem vai ser o vilão responsável pela formação da equipe), os dois resolvem ir até Metropolis atrás do alien mais famoso da Terra… ele mesmo, o Superman! Eles o encontram (e reitero que não curti esse uniforme do Super, a cueca por cima da calça nunca me incomodou, e essa armadura pra um “homem de aço” não cola),  mas parece que vem porrada básica entre heróis (Hal já tomou uma no queixo) na próxima edição…

Bem, ainda é cedo pra saber se vai vingar ou não. No final do mês, farei uma resenha detalhada, pegando os outros títulos da DC (ou pelo menos os mais relevantes). Fiquem abaixo com uma galeria de imagens de Flashpoint #05 e Justice League #01, bem como um estudo do novo design dos personagens.

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Easter Egg: Procure pela mulher encapuzada que aparece em Flashpoint na revista da Liga… dizem que ela vai aparecer em todas as edições desse reboot, no melhor estilo “Onde Está Wally”. Será que se der merda, vão dizer que era um universo paralelo, e voltar como era antes?

Tourinho gostaria de fazer um reboot na sua vida.

Carlos Tourinho

Sou baiano e moro no Ceará. Gaguejo e falo para cacete. Como acarajé e como salada. Bebo cerveja gelada e cerveja quente. Curto a night e curto ficar em casa. Gosto de boteco e de restaurante. Viajo para a praia e para a montanha. Grito e falo baixinho. Vou pra show de rock e danço forró. Adoro futebol e não jogo porra nenhuma. Como doce e como salgado. Gosto de trabalhar e de tirar férias. Xingo e elogio. Saio de dia e saio de noite. Choro e dou risada. Gosto de gato e de cachorro. Ajudo e sacaneio. Amo e odeio. Torço pro Bahia e torço pro Bahia.
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  • Pra mim o Superman continua com a cueca por cima da calça, só trocou a vermelha por uma azul…

  • Caraca! Deram mesmo uma armadura pro Super, mas pra que se ele é mais duro que aço!?

  • Bernardi_Rafa

    Gostei da parte do flash e do batman, mas estou com medo desse reboot….

  • math

    se vcs perceberam ela,a mulher de capuz aparece em também em :Batman e Superman, mas as edições q eu falo são antigas, e bota antigas nisso!As edições q eu mencionei são de historias de mais ou menos 1988 para frente! ela esta o tempo todo lá mas so agora com o reeboot nós prestamos atenção nela

  • math

    para quem nao percebeu ela apareceu pela primeira vez em todas as edições desse reboot