Essa será uma coluna onde irei postar o que eu achei dos filmes que assisti recentemente no cinema. Sem pretensões de bancar de crítico profissional, somente a minha opinião e mais nada. Levem-na em consideração ou não, pra mim tanto faz. Sendo assim, para começar logo, último filme que vi no cinema foi “Capitão América: O primeiro vingador”:
Aviso: Contém o que alguns chamariam de pequenos spoilers, mas não chego a achar que tais informações irão atrapalhar quem for assistir o filme.
Uma das coisas que me irritou um pouco antes mesmo de assistir o filme, foi a ausência da opção de assisti-lo em 2D. Cheguei a pensar que havia ocorrido algum tipo de problema no cinema da minha cidade, mas depois constatei que, em diferentes cidades, os cinemas optaram em disponibilizar somente a versão em 3D para o público. As poucas sessões em 2D que estavam disponíveis, segundo conhecidos meus, eram dubladas, o que fez com que os espantasse ainda mais.
Não sei dizer se isso se tratou de algum tipo de estratégia para lucrar mais, uma vez que os ingressos das sessões em 3D custam o dobro do preço — e, convenhamos, depois de “Avatar” e algumas outras animações, nenhum 3D vem surpreendendo ninguém, de tão mal feitos e pobres que são, portanto, não valem a pena —, ou se houve alguma outra causa para o ocorrido, só sei que fui assistir Capitão América mesmo assim.
Antes de tudo, o filme, assim como os outros longas-metragens que foram lançados, deve ser considerado um prelúdio para “Os Vingadores”, onde todos os heróis estarão reunidos. Por isso mesmo não é surpresa ver que quase todos estão tendo um roteiro raso e não muito profundo, apresentando os personagens principais (Vide “Thor” que, para os que já assistiram, devem estar tentando entender até hoje de onde surgiu o tão imenso amor que o herói desenvolve pela mocinha e vice e versa) e preparando os espectadores para o tão aguardado filme dos vingadores.
Capitão América, assim como os outros, não tem nada de grandioso, mas causa diversão, se for esse o seu objetivo ao ir ao cinema e colocar o seu cérebro um pouco de lado. Chris Evans não cheira e nem fede, fazendo do mesmo um protagonista aceitável. Tommy Lee Jones faz o alívio cômico, junto com outros coadjuvantes menores. Os que tiverem olhos apurados e boas memórias irão saber conectar os detalhes deste filme com os outros filmes dos heróis da Marvel.
Alguns efeitos deixam a desejar, e outros foram terrivelmente realçados ao serem convertidos para o 3D (Algumas cenas de ação parecem utilizar da tecnologia que o Chaves usava para mostrar um personagem flutuando). Um vilão que não convence muito e algumas falhas do roteiro completam os pontos fracos do filme. O Red Skull — Caveira Vermelha —, interpretado pelo Hugo Weaving (Matrix; V de Vingança…), não se sustenta como vilão realmente ameaçador: Apesar de ter um plano diabólico, é facilmente eliminado em um final cômico, para não dizer que é totalmente sem graça.
As falhas de roteiro se aplicam exatamente no plano do vilão, já que não fica claro como e de que forma ele foi executado. A única desculpa é uma fonte de energia sobre-humana que justifica todo o investimento que veio de não sei de onde, juntamente com número gigante de capangas que também surgiram de algum lugar que desconheço. De uma unidade de pesquisa do III° Reich (a qual o vilão comanda), se transforma rapidamente em um exército inteiro pronto para vencer e dominar os nazistas e todo o resto do mundo.
Enfim, Capitão América chega aos cinemas para ser o último filme antes do aguardado “Os Vingadores” — que precisar ser muito bom para valer a pena ter visto todos esses filmes menores, o que podemos chamar de água com açúcar —, e se você não estiver fazendo nada em casa e quiser ver algumas explosões e muita porrada, recomendo que assista. Só não assista em 3D, se tiver escolha.