Morreu nesta sexta (por que logo na sexta?), o cantor Reginaldo Rossi, em Recife vítima de um cancer do pulmão que ele combatia desde 27 de novembro.
A carreira de Reginaldo Rossi surgiu na Jovem Guarda, junto com Roberto Carlos, Erasmo, e tantos outros, mas sem obter o mesmo sucesso nos anos seguintes dos seus colegas. No entanto, na segunda metade da década de 90, sua carreira experimentou uma sobrevida, e Reginaldo podia ser ouvido desde os radinhos de pilha das empregadas domésticas até no cd player do carrão da madame.
O segredo de atingir todas as castas sociais? Reginaldo era o típico brasileiro, com músicas que todos se identificavam, mesmo bregas. Quem não se identificou na música “A Raposa e as Uvas” ou não lembrou do seu amigo confidente de bar, na música “Garçon”?
Nunca esquecerei um show dele realizado em Salvador, quando ele se apresentou no Parque de Exposições, para – segundo números – 120 mil pessoas! O trânsito para o local acarretou num engarrafamento de quase 30 quilômetros para assistir o Rei do Brega. Mas tudo valeu a pena, pois ele era simpático e carismático, e todos o respeitavam, do funkeiro ao metaleiro true.
Beba em paz no bar que há la do outro lado, Reginaldo. Se pegar no sono, as nuvens são fofinhas, pode deitar.