Reginaldo Rossi, um Brasileiro

Reginaldo-Rossi

Reginaldo-Rossi

 

Morreu nesta sexta (por que logo na sexta?), o cantor Reginaldo Rossi, em Recife vítima de um cancer do pulmão que ele combatia desde 27 de novembro.

A carreira de Reginaldo Rossi surgiu na Jovem Guarda, junto com Roberto Carlos, Erasmo, e tantos outros, mas sem obter o mesmo sucesso nos anos seguintes dos seus colegas. No entanto, na segunda metade da década de 90, sua carreira experimentou uma sobrevida, e Reginaldo podia ser ouvido desde os radinhos de pilha das empregadas domésticas até no cd player do carrão da madame.

O segredo de atingir todas as castas sociais? Reginaldo era o típico brasileiro, com músicas que todos se identificavam, mesmo bregas. Quem não se identificou na música “A Raposa e as Uvas” ou não lembrou do seu amigo confidente de bar, na música “Garçon”?

Nunca esquecerei um show dele realizado em Salvador, quando ele se apresentou no Parque de Exposições, para – segundo números – 120 mil pessoas! O trânsito para o local acarretou num engarrafamento de quase 30 quilômetros para assistir o Rei do Brega. Mas tudo valeu a pena, pois ele era simpático e carismático, e todos o respeitavam, do funkeiro ao metaleiro true.

Beba em paz no bar que há la do outro lado, Reginaldo. Se pegar no sono, as nuvens são fofinhas, pode deitar.

Carlos Tourinho

Sou baiano e moro no Ceará. Gaguejo e falo para cacete. Como acarajé e como salada. Bebo cerveja gelada e cerveja quente. Curto a night e curto ficar em casa. Gosto de boteco e de restaurante. Viajo para a praia e para a montanha. Grito e falo baixinho. Vou pra show de rock e danço forró. Adoro futebol e não jogo porra nenhuma. Como doce e como salgado. Gosto de trabalhar e de tirar férias. Xingo e elogio. Saio de dia e saio de noite. Choro e dou risada. Gosto de gato e de cachorro. Ajudo e sacaneio. Amo e odeio. Torço pro Bahia e torço pro Bahia.
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  • Marcos Melo Corrêa

    Caraca… Lembro logo da mãe ouvindo os vinis dele que tinha em casa nos 90.
    Godspeed!