O real realismo por trás do final de How i Met Your Mother

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Pelo menos 30 milhões (13 nos Estados Unidos) de pessoas viram, ao redor do mundo, o final da série How i Met Your Mother – que chegara em sua nona temporada no mês de setembro de 2013. Destas, pelo menos a metade (como podemos aferir pelos likes e dislikes de vídeos no YouTube) não gostaram do que viram. Sem razão, porém. Se você é uma delas, continue lendo. Se ainda não viu e não tem opinião, aí vem spoilers.

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Em primeiro, a grande maioria das pessoas que criticaram os roteiristas reclamaram por Ted não “ficar” com a mãe no final das contas. Ora, ele ficou! Por 10 anos. Isso é praticamente o mesmo tempo pelo qual a série se desenrolou (2005-2014), então, convenhamos, é tempo demais.

A questão é que enxergamos a série pela ótica do protagonista. Ou pela ótica “Disney”, com finais plenamente românticos e perfeitos. A vida, porém, não é assim. Mortes (como é o caso da Mãe, Tracy) acontecem. Divórcios (como é o caso de Barney e Robin), idem. A cultura Disney (príncipes encantados e aquela maldita frase, “viveram felizes para sempre”) não tem lugar na liquidez moderna dos relacionamentos que encontramos no século XXI. Simplesmente não é possível.

E foi bom que How i Met Your Mother, através de seus criadores, Craig Thomas e Carter Bays, tenham lutado contra isso.

Mas pera, o Ted não tinha nada a ver com a Robin no final das contas – algum leitor vai dizer. E quem disse que tudo tem que ser sempre perfeito? Que a alma gêmea tem que gostar do mesmo prato preferido, do mesmo filme? Ou que só existe uma alma gêmea? Nem mesmo a mais fofa personagem da série –a própria mãe – acredita nesse dogma. No 200º episódio (How your mother met me) ela diz que já ganhou na loteria uma vez e que não vai ganhar mais. Porém, se você checar os resultados anteriores da mega-sena, verá que alguns números se repetem. Alguns padrões se repetem. Algumas histórias se repetem.

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How i Met nos ensinou que relacionamentos são feitos de timing. Essa foi a grande lição da série. Como o ditado diz, você precisa de dois para dançar tango. É mais ou menos isso. E a dança não dura para sempre. Não há nenhuma garantia que no final, final mesmo, Ted e Robin fiquem juntos para sempre ou até envelhecerem. Se ficarem, porém, quem disse que esse não é o final feliz? Pense por outra ótica. Robin sempre foi o amor da vida de Ted. Ele mesmo diz, em um episódio: Eu não quero perfeito, quero Robin. Legen, espere 25 anos, Dary.

Pauta Livre News

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  • HenriqueOz

    Eu sou um dos que gostaram do final da serie. A ultima temporada em si foi bem ruim, se arrastou muito em torno do casamento e podia ter reservado metade dela pra mostrar o relacionamente da mae com Ted (talvez nao atraisse tanto a gente pro final e talvez fosse impossivel arrematar a historia.
    Porem como disse no comeco eu realmente gostei do final. Quando comeca a mostrar o trecho que o Ted fica com aquela cara de “Eu, dando em cima da tia Robin? Eu naao!” bateu uma nostalgia, um sentimento de “ae caraio!” mto forte. Me lembrei que no primeiro episodio que eu torci e senti que o Ted ia ficar com a Robin no final e que foi o que aconteceu.
    Talvez o final tenha sido um plot twist violento em relacao a ultima temporada mas foi um final justo com a historia total. Vai deixar saudade.

  • sheldonland_na_tijuca

    porque fazer três temporadas de desenvolvimento de série se destruir em doze minutos de um episódio é perfeitamente válido do ponto de vista do roteiro.

  • Rafael Gimenes

    Penso que o final com a robin é o final disney… onde ele ficou com a pessoa que amou durante a série inteira… verdade seria ele ter ficado com a pessoa que o amou também mesmo não sendo a dita grande paixão da vida dele… Minha opinião, respeitando sempre a dos demais…